Calculadora de Parcelas

A calculadora de parcelas ajuda a descobrir quanto uma compra fica por mês e quanto você realmente pagará até o final. Também é possível encontrar a taxa de juros embutida em uma oferta ou calcular qual valor à vista equivale às prestações informadas.

Compras e parcelamentos

Calcule parcelas e juros embutidos

Descubra quanto fica cada parcela, qual taxa está escondida em uma oferta ou qual valor à vista equivale a uma sequência de pagamentos.

R$
R$
Valor pago separadamente no momento da compra.
% a.m.
Use 0 para parcelamento sem juros.
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Informe os dados da compra para analisar o parcelamento.

Importante: a simulação considera prestações iguais e capitalização mensal. Não inclui IOF, seguros, tarifas, taxa da maquininha ou outros custos que possam fazer parte da operação real.

Como usar a calculadora de parcelas?

Escolha primeiro o que deseja descobrir.

Você pode calcular o valor de cada prestação a partir do preço, taxa e número de pagamentos; descobrir a taxa de juros escondida em uma oferta já parcelada; ou transformar uma sequência de prestações em um valor equivalente à vista.

A ferramenta também permite informar uma entrada e indicar se a primeira parcela é paga no ato ou apenas no mês seguinte.

Como calcular o valor de uma parcela sem juros?

Quando realmente não existe cobrança financeira, a conta é simples:

Parcela = valor restante ÷ número de parcelas

Por exemplo:

Compra:

R$ 1.500

Parcelamento:

12 vezes

Sem entrada e sem juros:

R$ 1.500 ÷ 12 = R$ 125

Portanto:

12× de R$ 125

Total pago:

R$ 1.500

Como calcular parcelas com juros?

Quando existe uma taxa mensal e as prestações são iguais, pode ser utilizada a fórmula financeira de pagamentos periódicos:

Parcela = PV × i ÷ [1 − (1 + i)^−n]

Onde:

PV = valor financiado;

i = taxa mensal;

n = quantidade de prestações.

Essa é a mesma relação financeira utilizada pela Calculadora do Cidadão do Banco Central para simular financiamentos com prestações fixas.

Exemplo de compra parcelada com juros

Imagine:

Valor: R$ 3.000

Entrada: R$ 0

Taxa: 1,5% ao mês

Prazo: 24 parcelas

Pela fórmula de prestações fixas, cada pagamento fica próximo de:

R$ 149,77

Total das parcelas:

aproximadamente R$ 3.593,53

Assim, o custo financeiro aproximado é:

R$ 593,53

O valor exato pode variar por arredondamentos e custos adicionais cobrados na operação.

O que significa “sem juros”?

Em um parcelamento realmente sem juros, o total nominal das parcelas é igual ao valor financiado.

Por exemplo:

Preço:

R$ 1.200

Oferta:

12× de R$ 100

Total:

R$ 1.200

Matematicamente, não existe acréscimo nominal.

Mas existe uma situação importante: a loja pode oferecer desconto para pagamento à vista.

Se o produto custa R$ 1.000 à vista, mas 10× de R$ 115 no parcelado, o total financiado chega a R$ 1.150.

Nesse caso existe uma diferença financeira relevante entre pagar agora e parcelar, mesmo que a comunicação comercial use outra expressão.

Ferramentas atuais de parcelamento também tratam essa diferença por meio da taxa implícita da oferta.

Como descobrir os juros escondidos nas parcelas?

Para encontrar a taxa embutida, precisamos conhecer:

  • preço à vista;
  • entrada;
  • número de pagamentos;
  • valor de cada prestação;
  • momento da primeira prestação.

A taxa procurada é aquela que faz o valor presente das parcelas ser igual ao valor financiado.

Essa taxa normalmente não pode ser encontrada por uma simples divisão.

Nossa ferramenta utiliza aproximação numérica até encontrar a taxa que reproduz os pagamentos informados.

O Banco Central também usa aproximação matemática ao resolver a taxa em sua calculadora de prestações fixas.

Exemplo: preço de R$ 1.000 ou 10× de R$ 115

Considere:

Preço à vista: R$ 1.000

Entrada: R$ 0

10 parcelas de R$ 115

Primeira em 30 dias

Total nominal:

R$ 1.150

Diferença nominal:

R$ 150

Mas R$ 150 ÷ R$ 1.000 não significa simplesmente que a taxa é 15% ao mês.

Os pagamentos acontecem ao longo de dez meses.

A taxa financeira implícita fica próxima de:

2,63% ao mês

Esse é justamente o tipo de situação em que olhar apenas o total adicional pode esconder o custo periódico real.

Por que a primeira parcela no ato muda o resultado?

Porque dinheiro pago hoje não passa pelo mesmo período de financiamento.

Em uma oferta:

10× de R$ 100 com primeira parcela hoje

uma das dez parcelas é paga imediatamente.

Somente as demais permanecem no fluxo futuro.

Já em:

10× de R$ 100 com primeira em 30 dias

todos os pagamentos estão no futuro.

Portanto, mantendo os mesmos números, a taxa financeira implícita pode mudar.

O que é valor à vista equivalente?

É o valor presente de todos os pagamentos futuros.

Imagine 12 parcelas de R$ 300 e uma taxa financeira de 1,5% ao mês.

Somar as parcelas produz:

R$ 3.600

Mas esses R$ 3.600 não são pagos hoje.

Quando trazemos cada pagamento futuro para o presente utilizando a taxa informada, obtemos um valor à vista equivalente menor.

Esse conceito é chamado de valor presente.

Por que comparar com o preço à vista?

Porque o tamanho da prestação, sozinho, diz pouco sobre o custo da compra.

Uma loja pode apresentar:

24× de R$ 150

e parecer acessível.

Mas o consumidor precisa comparar:

preço à vista

com:

24 × R$ 150

e, quando houver juros, considerar também o momento de cada pagamento.

Uma parcela pequena pode simplesmente resultar de um prazo longo.

Entrada reduz os juros?

Em uma operação financiada com taxa positiva, sim.

Quanto maior a entrada, menor será o valor que permanece financiado.

Exemplo:

Preço:

R$ 10.000

Entrada:

R$ 3.000

Valor financiado:

R$ 7.000

Os juros das prestações serão calculados sobre os R$ 7.000 restantes na simulação.

Como calcular o total pago?

A conta nominal é:

Entrada + parcela × quantidade de parcelas

Exemplo:

Entrada:

R$ 500

10 parcelas:

R$ 300

Então:

R$ 500 + (10 × R$ 300)

Total:

R$ 3.500

Sempre compare esse número ao preço à vista.

O que é custo adicional?

Nesta página, mostramos como referência:

Total pago − preço à vista

Se o produto custa R$ 3.000 à vista e o total parcelado chega a R$ 3.600:

Custo adicional nominal = R$ 600

Isso ajuda a visualizar quanto dinheiro a mais sairá do bolso.

Custo adicional é igual aos juros financeiros?

Nem sempre.

O custo adicional é uma comparação nominal entre preço à vista e pagamentos.

Já a taxa financeira considera quando cada pagamento é realizado.

É por isso que um acréscimo total de 15% distribuído por muitos meses não significa automaticamente uma taxa mensal de 15%.

Como transformar taxa mensal em anual?

Para encontrar a taxa anual equivalente:

(1 + taxa mensal)^12 − 1

Por exemplo:

1% ao mês

não corresponde a apenas 12% ao ano em equivalência composta.

Temos:

(1,01)^12 − 1 ≈ 12,68% ao ano

Esse cálculo ajuda a entender o efeito acumulado de uma taxa mensal.

2% ao mês é muito?

Não é possível responder apenas olhando o número isolado.

É necessário considerar:

  • prazo;
  • valor financiado;
  • alternativas disponíveis;
  • CET;
  • inflação;
  • risco;
  • tipo de produto.

Mas uma taxa mensal aparentemente pequena pode produzir um custo acumulado relevante quando o prazo é longo.

Posso usar para cartão de crédito?

Sim, quando uma compra específica é oferecida em prestações fixas.

Por exemplo:

Preço à vista:

R$ 2.000

Oferta:

12× de R$ 190

Você pode usar o modo de taxa embutida para entender o custo implícito dessa oferta.

Isso é diferente do crédito rotativo do cartão, que possui outra dinâmica.

E parcelamento oferecido pela loja?

Também.

Essa é uma das principais utilidades desta ferramenta.

Você pode comparar:

preço à vista

versus

entrada + parcelas

e descobrir se existe custo financeiro escondido na diferença.

Posso usar para boleto parcelado?

Se o parcelamento consiste em prestações iguais e periódicas, a ferramenta pode oferecer uma boa aproximação.

Se existem parcelas com valores diferentes, reforços, datas irregulares ou multas, será necessário um cálculo de fluxo de caixa mais específico.

Posso calcular 10x, 12x, 18x ou 24x?

Sim.

Informe qualquer quantidade entre os limites permitidos pela ferramenta.

Quanto maior o número de pagamentos, normalmente menor será cada parcela, mas o custo total pode aumentar quando existe taxa positiva.

Uma parcela menor significa melhor negócio?

Não.

Compare pelo menos:

  • preço à vista;
  • entrada;
  • parcela;
  • número de parcelas;
  • total pago;
  • taxa mensal;
  • taxa anual equivalente.

No crédito real, compare também o CET.

O que é CET?

CET significa Custo Efetivo Total.

Ele pode incluir não apenas juros, mas também tarifas, tributos, seguros e outros custos relacionados à contratação.

Por isso, uma simulação apenas com taxa de juros pode apresentar resultado diferente do contrato final.

Esta calculadora mostra CET?

Não.

Ela calcula a matemática financeira das prestações informadas.

Se a compra ou financiamento possui IOF, seguro, tarifa ou outros encargos separados, eles precisam ser considerados adicionalmente.

Qual a diferença entre esta página e a Calculadora de Financiamento?

A Calculadora de Parcelas foi pensada principalmente para responder perguntas rápidas sobre ofertas de compra:

“Quanto fica em 12 vezes?”

“Qual a taxa escondida nesse parcelamento?”

“Quanto essas parcelas valem à vista?”

Já a Calculadora de Financiamento compara sistemas de amortização como Price e SAC e mostra a evolução do saldo devedor.

Para empréstimos e financiamentos estruturados, utilize a Calculadora de Financiamento.

E a Calculadora de Juros Compostos?

A Calculadora de Juros Compostos é mais indicada para estudar crescimento de capital, investimentos e aportes ao longo do tempo.

Nesta página, o foco são pagamentos periódicos de uma compra ou dívida.

Perguntas frequentes

Como calcular uma compra sem juros?

Divida o saldo após a entrada pelo número de parcelas.

Quanto fica R$ 1.500 em 12 vezes sem juros?

R$ 125 por parcela.

Como descobrir quanto pagarei no total?

Multiplique a prestação pelo número de parcelas e some a entrada.

Posso descobrir a taxa de juros escondida?

Sim. Informe preço à vista, entrada, número de parcelas e valor de cada uma.

Por que não posso dividir o acréscimo pelo número de meses?

Porque a dívida diminui conforme as prestações são pagas. A taxa financeira precisa considerar o valor presente de cada pagamento.

Primeira parcela no ato muda a taxa?

Sim, porque um dos pagamentos ocorre imediatamente e não fica financiado pelo mesmo período.

1% ao mês é 12% ao ano?

Não em equivalência composta. É aproximadamente 12,68% ao ano.

Parcelado sem juros sempre é igual ao pagamento à vista?

Somente se não existir uma alternativa à vista mais barata ou outro custo econômico relevante. Compare sempre as duas ofertas.

A ferramenta inclui IOF?

Não.

Inclui taxa da maquininha?

Não automaticamente.

Fontes e metodologia

A ferramenta utiliza a fórmula financeira de prestações iguais e periódicas baseada em valor presente.

Para prestações vencendo após o primeiro período:

PV = PMT × [1 − (1 + i)^−n] ÷ i

Quando a primeira parcela é paga no ato, o fluxo é ajustado para uma série antecipada.

Para encontrar uma taxa desconhecida, a ferramenta utiliza aproximação numérica até que o valor presente das prestações seja igual ao valor financiado.

A metodologia é compatível com o princípio utilizado pela Calculadora do Cidadão do Banco Central para financiamentos com prestações fixas.

A simulação não inclui custos adicionais não informados.

Conteúdo revisado conforme a metodologia financeira utilizada.